Pergunte ao Doutor

A Homeopatia tem tratamento para diabetes, câncer, aids, e outras doenças graves e degenerativas?
Não. A Homeopatia não tem remédios para doenças, a Homeopatia tem remédios para doentes diabéticos, doentes cancerosos, doentes aidéticos, etc. A proposta homeopática é de tratar os doentes com suas doenças, doentes com suas histórias de vida, levá-los a uma reorganização geral contribuindo assim para uma atenuação e algumas vezes até para o desaparecimento completo de suas doenças. Para que isso aconteça o medicamento homeopático informa o organismo de como ele deve proceder para reorganizar-se, esse trabalho é do organismo e não do remédio, o remédio informa, o organismo faz. Para essa tarefa (até onde sabemos) o organismo lança mão de seus mecanismos assim chamados - de defesa - e reorganização, sob tratamento homeopático todo o sistema, como uma unidade, entra em ação para recuperar-se, às vezes de uma forma sutil e quase imperceptível para o doente, outras vezes de maneira tumultuada, incomodativa, tudo depende do tipo e modo que o organismo daquele doente necessita proceder naquele período específico.
Fonte: Dr. Matheus Marim - Médico Homeopata

Como fica se o organismo não conseguir fazer esse trabalho de reorganização?
Estaremos então diante de uma limitação, o medicamento informa mas o organismo não consegue responder. Todavia, a ausência de resposta é uma situação muito rara, porque se o ser está vivo sempre um movimento aparece. Nestas situações as respostas costumam ser parciais, o organismo conserta aquilo que pode ser consertado, o medicamento homeopático não vai fazer o trabalho que o organismo não consegue fazer. Neste - consertar o que pode - vários sintomas tornam-se menos incomodativos, a condição geral do paciente apresenta leve melhoria e os sintomas psíquicos diminuem em intensidade. Tomando como exemplo o doente diabético percebemos melhorias em sua pele, nos locais onde aplica a insulina, em seus sintomas de neurite, do sono, no alimentar-se, em seu psiquismo, resistência maior às situações que o fazem adoecer, mas continuará necessitando de sua insulina diária porque não consegue mais produzi-la em quantidade suficiente, seu pâncreas não tem mais conserto. Mesmo assim, em alguns diabéticos notamos que sob tratamento homeopático passam a necessitar de menores quantidades de insulina e em muitos uma diminuição significativa de seus hiperglicêmicos orais. Isto acontece porque estão melhores como doentes. Esta explicação aplica-se também aos doentes que desenvolvem cânceres, doenças de auto-agressão como tireoidites, esclerose múltipla, lupus, imunodeficiências congênitas ou adquiridas, doenças hereditárias, entre outras.
Fonte: Dr. Matheus Marim - Médico Homeopata

O que é o medicamento homeopático?
Os medicamentos homeopáticos são preparados a partir de substâncias extraídas da natureza, provenientes dos reinos mineral, vegetal ou animal.
Para que a substância da natureza seja usada como medicamento homeopático, é necessário prévio conhecimento de sua potencialidade curativa, através da experimentação no homem são. Tais substâncias podem ser tanto tóxicas quanto inertes, desde que, quando experimentadas, ofereçam a melhor similitude aos sintomas da doença a ser tratada.
As preparações básicas dessas substâncias recebem o nome de tinturas-mãe e a partir delas são iniciados os processos das diluições sucessivas.
No início de suas experiências, Hahnemann começou diluindo os medicamentos e verificou que, quanto mais diluía, minimizavam-se as reações indesejáveis. Percebeu também que ao fazer diluições sucessivas das substâncias e agitá-las diversas vezes, obtinha sempre melhores resultados, foi assim que ele chegou às doses mínimas. Desta maneira, a toxicidade das substâncias é atenuada e o potencial curativo é aumentado.
Ao processo de diluição seguido de agitação, damos o nome de dinamização (dynamis- vem do grego e significa força). Através da dinamização, se consegue despertar na substância a capacidade de agir sobre a força vital do organismo vivo.
Fonte: Associação Médica Homeopática Brasileira

Por que dizem que o medicamento homeopático é estéril?
Quando Hahnemann iniciou a experimentação, percebeu que certas substâncias não poderiam ser usadas em grandes quantidades, passando assim, a diluí-las sempre na escala de 1 para 100, criando um método reproduzível. A cada diluição chamou de Centesimal, mais tarde, para diferenciá-la de outras escalas denominou-se de Centesimal Hahnemanniana - CH. Para usá-las como medicamento procedia da mesma forma. Contudo, percebeu que, mesmo diluídas, apresentavam agravações (aumento inicial da intensidade dos sintomas) quando prescritas aos pacientes. Passou, então, a diluir cada vez mais, agitando o medicamento (sucussões), obtendo, desta forma, melhores resultados.

Mas não chega uma hora que, diluindo-se tanto, acaba a substância original?
Sim, daí a necessidade das sucussões, ou seja, agitar o frasco também 100 vezes a cada vez que se dilui. O efeito medicamentoso em Homeopatia não é bioquímico, mas energético. A substância ao ser diluída e agitada, libera na água uma informação que ao ser pingada sob a língua, a transfere para o paciente. A informação ali contida estimula os mecanismos naturais de cura do indivíduo (vix medicatrix naturae), levando-o da doença para a saúde, através de suas próprias condições intrínsecas. Estudos vêm sendo realizados com as chamadas soluções não moleculares visando provar o efeito biológico, não só da Homeopatia, mas de outros produtos que atuam da mesma forma: in vivo e não in vitro.
Fonte: Associação Médica Homeopática Brasileira

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